Se eu paro com isso
e saio deste mar podre e esquivo
como um suspiro triste,
porém rijo,
eu desapareço,
e desanuvio.
Pois este sou eu: Submarino.
Costurando a superfície sem abusar,
vislumbrando a luz do dia de longe,
pra ninguém desconfiar.
Submarino, eu, num mar de vidro.
Até que as suas arestas tentam minha carne dilacerar.
É meu Poseidon que não tem me ouvido,
nem murmurado ou acudido,
pra eu subir à superfície e respirar.
Pulmões de ferro abertos no breu do mar.
Bolhas soltas sobem e me deixam.
Na carne viva do mundo,
um leito quente aos que se queixam.
E aqui, talvez eu fique, submarinando.
Submergindo e subvertendo
a ordem e o mando.
Talvez falte sangue e talvez falte riso
mas o que não falta é este mar poetando.
Aqui eu fico, por debaixo de tudo,
humano.
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E olha eu me repetindo... Tisc, tisc, tisc.
Velhos exploradores, quanto tempo!
Os poemas estão ficando dolorosos, mas ainda necessários.
Um grande abraço, comentem ; )

Poemas são realmente nosso sangue saindo de maneiras e em tempos inesperados.
ResponderExcluirDoi, mas são necessário e 'benéficos'.
Vida de cima, vida de baixo... (ou entre meios).
Submarine-se.
bjs
Vidas alternativas, Queen. Um grande brinde para elas! Obrigada por passar por aqui ; )
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