Quer ultrapassar a cerca? Vai doer!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vegetália.

     
            Me sinto toda árvore seca.
            A exibir uma beleza cruel e blasé
            Me sinto tão morta e livre
            Quanto as moças da tevê
           
            "Sopra vento de vida.
            Sopra a vida por dentro de mim
            Por entre os galhos esguios da sorte.
            Só por hoje, pra não ter fim."

            Me sinto inexistente mito
            oração sussurrada, prece e pólen.
            Me sinto folha caída
            das árvores que morrem.


            Olá exploradores ; ) 
            Novidade! O OLV está em parceria com o blog Vida Real (http://vidareeal.blogspot.com/). Faremos um texto em conjunto que será postado tanto no Vida Real como aqui no Outro Lado, dia 12. Os caras são ótimos, passem lá!
            E, é claro, destaque especial pra fotografia do post, do Valter Baptistonni, professor-fotógrafo-blogueiro-filósofo-humorista.  Obrigada Valtão ; )
            

3 comentários:

  1. Ótimo poema Lorena, a analogia entre os seres vegetais e os humanos é tão superficial na literatura me geral.(Pelo menos não que eu já tenha lido) Mas você explorou de uma forma bem profunda.Parabéns!
    Estou aguardando teu e-mail ;)
    abraços...

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  2. Eu tinha feito aqui um comentário, mas acho que perdeu-se. Estava admirado pelas palavras lindas.

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